Alexandre VI: o mau papa da Igreja Católica




Para entender a série de mudanças ocorridas dentro da Igreja Católica, deve-se conhecer a história negra da Igreja e os papas que fizeram história ao longo dos 2.000 anos de Cristianismo. Se fores cristão não se desespere com o presente artigo, cuja história de Rodrigo Bórgia ficou nos arquivos secretos do Vaticano e agora foi revelado ao público. 
Esta realidade Alexandrina choca até mesmo os que não aderem à fé Católica, mas demonstra a verdade escondida atrás dos muros do Vaticano, um artigo que causa polêmica e espanto, entra nos limites filosóficos como indagação científica de que nas mais variadas formas de se constituir uma sociedade, onde há a presença da pessoa humana, denigre o nome de uma das instituições mais poderosas do mundo.
No livro de Mario Puzo, "Os Bórgias", ressalta a história de Alexandre VI, assim como na obra de Maquiável (Il Principe) em que relata a existência de um certo César Bórgia, filho de Rodrigo, o espanhol, que assumiu o trono de Pedro.
O Cristianismo possui um lado espiritualmente cativador, repleto de passagens piedosas, a imagem de Cristo benevolente e Salvador, se estruturam na imagem de São Pedro, que é considerado o primeiro papa da Igreja e depois dele vieram outros tantos com virtudes cristãs ao qual lograram os altares das igrejas pelo testemunho de vida e pelo empenho que governaram a igreja, há outro lado, um lado terrivelmente negro, escondido nos arquivos secretos do Vaticano, nomes de papas que fizeram do trono de Pedro um escândalo e, o mais famoso deles é o notável Alexandre VI, ao quais muitos não possuem conhecimento do seu lado negro durante o governo da Igreja e é conhecido popularmente por fazer a divisão do Tratado de Tordesilhas no tempo do descobrimento das Américas, cedendo 370 léguas para à Espanha e 370 léguas para Portugal.
Alexandre VI foi uma papa da Igreja Católica, nascido na Espanha, com o nome de Rodrigo Bórgia e ascendeu ao trono por intermédio de seu tio Calixto III, que também era papa, com uma generosa recompensa em dinheiro conseguiu sua nomeação.
Mas o reinado de Alexandre VI não foi dotado de virtudes cristãs, fez do Vaticano um cabaré, filhos ilegítimos, entre os mais famosos se destacam César e Lucrécia Bórgia, muitas amantes e filhos a torto e a direito, a amante mais famosa era a jovem Julia de Farnese, uma cortesã romana. Alexandre VI é também acusado de cometer um incesto com sua filha, Lucrécia Bórgia, que também não era um exemplo de boa donzela. 

Após ter comprado os votos dos cardeais quando se realizou o conclave para definir a sucessão do papa Inocencio VIII. A reunião que do conclave que colocaram Alexandre VI no trono aconteceu em agosto de 1492, na capela Sistina, supostamente construída pelo papa Sisto IV. A eleição foi definida na madrugada de 10 para 11 de agosto e a coroação aconteceu no dia 26 de agosto. Rodrigo Bórgia tinha 61 anos de idade.
O papado de Alexandre VI começou meramente tranquilo,mas não tardou muito para que sua ganância se manifestasse em sacrificar todos os interesses em favor da família. Nomeou como cardeal seu filho de dezesseis anos, César Bórgia e seus sobrinhos Francisco e Juan Borgia.

Seu pontificado é um paradigma de corrupção papal, mais tarde esse fato teria ocasionado a Reforma Protestante iniciada pelo monge agostiniano Martin Lutero. Alexandre VI foi sem sombra de dúvida um papa corrupto, pouco dado as virtudes eclesiais.
O reinado de Alexandre VI se reduziu aos mais imundos meios de governar a Igreja, que agora estava no auge do poder sobre o mundo. Mas os cardeiais temiam que essa disjunção toda pudesse levar a Igreja para o buraco, pois a mesma poderia perder todas as suas terras, as quais o papa distribuia generosamente aos seus filhos, principalmente para seu filho protegido César Bórgia. Alexandre VI conquistou muitos amigos e incontáveis inimigos, entre eles boa parte dos cardeais que andavam assustados no cabaré que havia tornado o Vaticano.Mas uma ceia preparada pelos cardeais resolveram colocar fim na vida do pontífice, enquanto comiam e festejavam, um dos cardeiais ao lado despejou na comida de Alexandre VI arsênico, ao qual a morte veio de súbito. Escandalizados os amigos de Alexandre VI desapareceram e os inimigos festejavam o triunfo.
Seu sepultamento é considerado o mais curto de toda a História da Igreja, sendo que na Idade Média, o sepultamento dos papas chegavam a durar até um mês, fato que era tempo suficiente para que as pessoas do mundo todo viessem ao Vaticano. Alexandre VI ficou só, nem os filhos nem as amantes vieram para seu sepultamento. O corpo ficou enegrecido e inchou assustadoramente ao qual foi trasportado para outro ataúde, sem muito sucesso, fazendo com que os guardas suissos tiveram que socar seu corpo violentamente dentro do caixão para que a tampa pudesse ser fechada.


Os restos mortais de Alexadre VI se encontram na Espanha com a seguinte inscrição sob seu túmulo: "Aqui jaz Roderigo Borja, Alexander VI, que foi papa".
Adriano II foi nomeado Papa apesar de ser casado e ter uma filha. Ambas (Mulher e filha) foram posteriormente decapitadas.
Estevão VI, Papa de 896 a 897, fez com que um de seus predecessores, Formoso, fosse exumado para julgá-lo post-mortem, mutilar seu cadáver e jogá-lo no Rio Tibre.
Durante a Idade Média, quase nenhum Papa morreu de morte natural e a maioria sucumbiu em guerras, envenenados, mortos de fome na prisão, queimados vivos, apunhalados ou apedrejados.
Outros tiveram mortes mais curiosas e terrivelmente banais: Benedito XI morreu em 1304 comendo figos com vidro moído que lhe foram presenteados  e Pedro II, em 1471, por uma indigestão causada por melões.


Vaticano: Conceitos gerais


O Vaticano é a sede da Igreja Católica Romana, onde reside o papa. É considerado o menor país do mundo, está localizado dentro da cidade de Roma próximo ao Rio Tibre.
Originalmente, Vaticano era uma figura da mitologia romana que " abria a boca do recém nascido para que ele pudesse dar o primeiro grito, o primeiro choro". Era também uma das setes colinas de Roma onde se erguia o Circo de Nero.
O termo Vaticano deriva do radical latino vates - vatis, que é tradizido por Colina da Profecia.


Bibliografia
PUZO, Mário. Os Bórgias. São Paulo, Ed.Record,2007.
CAULY, Monsenhor. Curso de Instrução Religiosa. Belo Horizonte, Ed. Paulo de Azevedo.



Por Guilherme Paixão Campelo



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