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Ser ou não ser um filósofo? Eis a questão

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Filosofia é um curso ou mesmo uma disciplina que causa horror em determinadas pessoas, alegando que essa ciência ou saber ocasiona a loucura ou é a responsável por despertar ideias “malucas” ou fora da realidade.

A Autópsia autorizada pela Igreja na Renascença

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A autópsia  consiste numa prática médica, com a finalidade de investigar a causa mortis de um indivíduo. As autópsias ou necrópsias só podem ser realizadas em lugares apropriados, como um morgue ou necrotério. 

Qual é o curso de graduação mais difícil do mundo?


Assim como diz David Hume, em o Padrão do Gosto que "há uma variedade demasiada de gostos, assim como de opiniões", tende a explicar os variados gostos de cada um, em relação a escolha de um curso de graduação.

Realmente existe o fogo do inferno?



Esta é uma pergunta que decorre os séculos sem qualquer prova científica. A existência do inferno onde vão as almas dos pecadores que queimam no fogo infernal é meramente uma cogitação teológica.
O inferno é uma adaptação da Igreja Católica em contraposição ao Hades. Para os gregos, o Hades era o local para onde iam as almas dos mortos que morriam sem a proteção dos deuses. 

Possui o diabo existência real?


Assim como sabemos que a alma é imortal, o diabo se figura entre um dos personagens mais famosos e temidos de toda a história da humanidade. A ele se denomina o ser que é responsabilizado por todos os males da humanidade. Mas o Satanás é um mito ou uma verdade?
Para esclarecer estas indagações temos que entender primeiramente o termo Satanás, Demônio e outros adjetivos. 
Daimon, na língua grega, significa espírito, divindade. Mas um daimon grego pode ser tanto o bem quanto o mal. Portanto, ao longo da história, sobretudo, após o Cristianismo, este termo foi distorcido radicalmente, passando a especificar um ser completamente maléfico e inimigo de Deus.
O diabo é representado em várias partes do mundo com as mais variadas formas, e muito das vezes ele é representado de maneira extravagante e ridícula. A sua figura possui grande conotação com a Literatura clássica, na pintura, na música e numa infinidade de coisas, como é retratado pelo cinema, nas novelas e por seriados.


Mas até mesmo as antigas religiões, sendo elas as crenças pagãs já acreditava em um ser demoníaco, capaz de produzir danos aos seres humanos, levando-os a exercer poderes físicos e ao mal.
Entre os assírios e babilônios, o diabo era representado por uma figura horripilante, com pés de morcego e alado. Esta representação do diabo pode ser vista no Museu de Paris, onde se encontra o diabo dos assírios, descoberto mediante escavações na Babilônia.
Mas até hoje não se sabe ao certo como o demônio seria representado, há muitas especulações teológicas e filosóficas de como seria o diabo. Mas, o Cristianismo propagou ao longo da história, que o diabo é um ser horrível, possuidor de chifres e com cauda, cheirando a enxofre e habita o inferno - de inferos, nas profundezas.


Também na tradição Cristã, é Lúcifer que se tornou  diabo, após uma disputa celestial, ao qual o principal anjo de Deus desejava tomar o trono divino e foi expulso por Deus do reino dos céus e com ele foram expulsos bilhões de anjos, aos quais passarão a seguir Lúcifer e habitantes do inferno.
Estas sao representações medievais que ainda perduram hoje em dia. A ideia do demônio na sociedade ainda é uma tradição muito forte. As pessoas em sua maioria temem a existência de um ser maléfico e evitam qualquer tipo de argumento sobre o demônio.
Contudo, pode se deduzir que o demônio é meramente uma criação da mente humana, não tendo existência própria, mas sim a mente dos seres humanos que dão existência ao diabo, uma vez que as coisas existem na mente e as coisas só passam a existir quando damos existência a elas e o demônio seria uma dessas existências mentais.



Por Guilherme Paixão Campelo


Guilherme Paixão Campelo é filósofo e escritor. Escreve artigos para diversos sites e blogs na internet, além de escrever sobre vários assuntos. Possui três livros publicados: Tratado sobre a Existência de Deus - Segundo a evolução do Espírito; Reflexões para uma Nova Filosofia - Do Pensamento a evolução do Espírito e  Complexo de Gramática Latina.

O mundo é colorido? Realmente existe as cores?


Este tema de estudo pertence a Antropologia Filosófica, que tenta de alguma forma explicar outras reações do comportamento humano, sobretudo, como funciona a visão de mundo do homem em relação ao que ele enxerga. 

A antropologia é um ramo da Filosofia que estuda o homem e seu comportamento com a realidade. Mas este tipo de saber vai além do que é o homem, mas aborda um amplo contexto,  ainda mais esclarecendo como vemos o mundo ao qual pertencemos.
Pode parecer um equivoco, a Cosmologia também estuda o mundo, mas a antropologia tenta buscar explicações particulares a respeito do mundo interno ao ser humano.
Quanto as cores que enxergamos é estudado por filósofos, psicólogos e antropólogos ao longo da história. Mas é Israel Pedrosa em sua obra "A cor da cor inexistente" que esboça um estudo sobre o funcionamento das cores no mundo de um ser humano. 


Primeiramente temos que entender o funcionamento da visão. A visão acontece devido a luz, pois a luz incide sobre o objeto da natureza e incide na nossa retina. É a retina que produz as cores, juntamente com as operações cerebrais. Na verdade, as coisas não possuem cores, é assim por dizer, a natureza e os objetos que existem são desprovidos de cor. 
Contudo, conseguimos produzir sete cores, mas uma enorme variedade de tons. Mas existe uma infinidade de cores: as cores ultravioletas e os raios infravermelhos. Essas tonalidades não podem ser imaginadas pela mente humana e nenhum ser humano seria capaz de enxergá-las. Alguns animais enxergam as coisas em raios infravermelhos e ultravioletas.
Os beija-flores enxergam cores especiais, como por exemplo, eles são atraídos ao néctar de um flor devido a sua coloração.


Enfim, as cores que enxergamos não podem ser descritas, ou seja, nenhum olho enxerga igual ao outro, Esta teoria é amplamente defendida pelo fato de que algumas pessoas gostam da cor amarela e outras a detestam. Isso significa que cada pessoa enxerga as coisas do mundo forma particular e as cores que são produzidas na retina não podem ser aplicadas universalmente.

Por Guilherme Paixão Campelo


Guilherme Paixão Campelo é filósofo e escritor. Escreve artigos para diversos sites e blogs na internet, além de escrever sobre vários assuntos. Possui três livros publicados: Tratado sobre a Existência de Deus - Segundo a evolução do Espírito; Reflexões para uma Nova Filosofia - Do Pensamento a evolução do Espírito e  Complexo de Gramática Latina.

Estudo sobre o sol de acordo com a Cosmologia


O sol é o que define o sistema solar. Pois o planeta Terra pertence a via-láctea - caminho de leite para os gregos e, o sistema solar, ao qual está a Terra e os outros planetas, assim como o sol pertence ao sistema solar. Uma diminuta partícula no universo.
O sol, é a fonte de luz e calor e é a estrela mais próxima de nós, sendo que existem outros sóis no universo, como a estrela de Aldebarã que é duzentas vezes maior que o sol.
Sendo assim, o sol é uma gigantesca esfera de gás incandescente e no núcleo acontece a geração de energia através de reações termo-nucleares.


Embora o sol pareça grande e luminoso, seu brilho é de aproximadamente 200 bilhões de vezes maior do que da estrela de Sírius, que é considerada a estrela mais luminosa do céu noturno. Mas em comparação as milhares de estrelas do universo, o sol é uma estrela meramente comum:
Sua massa é simbolizada por M=1,989 X 10 (10 elevado a potência de 10) kg.
O raio do sol é de R= 696.000 km e a temperatura central atinge Tc = 10.000.000 K. As principais composições do sol.
As principais composições químicas do são o Hidrogênio, ocupando a maior porcentagem de massa da estrela, com 91,2%. Hélio, com 8,7% e Carbono, com menor massa, de 0,043%.



Outro fator interessante e de grande estudo na astronomia e cosmologia é as descobertas sobre a luminosidade do sol, que equivale a 3,9 x 10 (elevado a potência de 26) watts = 3,9 x 10 (elevado a potencia de 33) ergs/s. Para produzir esta astronômica carga de energia, seria preciso o equivalente à queima de 2 x10 (elevado a potência 20) galões de gasolina por minuto ou mais de 10 milhões de vezes a produção anual de petróleo da terra.


Desde o século XIX, os astrônomos e físicos sabiam que essa energia não podia ser gerada por combustão, pois a energia dessa forma poderia manter o sol brilhando por apenas 10 mil anos.
O sol tem a capacidade de transformar 600 milhões de toneladas de hidrogênio em hélio por segundo.
Acredita-se que daqui 1,1 bilhão de anos o brilho do sol aumentará em cerca de 10%, que causará a elevação da temperatura na terra e  ocasionará a evaporação dos mares. Em 3,5 bilhões de anos, o brilho do sol aumentará para 40%, o calor será tão elevado, que os oceanos secarão por completo. Mas ao esgotar esta fonte de energia, principalmente o Hidrogênio, ocorrerá a perda gradual do sol, afastando o da terra, até a órbita de Marte e sua temperatura será equivalente a 1.327 graus celsius.
A perda de massa transformará o sol em uma "anã branca" e a terra ficará a aproximadamente 1,85 UA de distância.



Por Guilherme Paixão Campelo


Guilherme Paixão Campelo é filósofo e escritor. Escreve artigos para diversos sites e blogs na internet, além de escrever sobre vários assuntos. Possui três livros publicados: Tratado sobre a Existência de Deus - Segundo a evolução do Espírito; Reflexões para uma Nova Filosofia - Do Pensamento a evolução do Espírito e  Complexo de Gramática Latina.

O que é cosmologia? O que achavam os antigos sobre o universo?


Este termo parece ser novo para muitas pessoas, mas a Cosmologia é um ramo da Filosofia que estuda o mundo. Mas que mundo? é o estudo do universo em sua abrangência macrocósmica e o mundo em dimensão microcósmica. A Cosmologia passou a ser uma ciência autônoma no século XVIII com Cristian Wolff, em 1731. Foi Wolff que compôs o termo Cosmologia - do grego, Cosmos, que é a ciência do mundo ou universo em geral, enquanto é ente e este é composto e mutável.
 Foram muitos os pensadores ao longo da história que tentaram explicar o universo.


Filolau de Crotona - século V a.C

O filósofo Filolau de Crotona dizia que o centro do universo era o fogo. Segundo ele, o fogo ocupa o centro por ser mais digno que a terra. A anti-terra é invísivel para o homem e é a causa dos eclipses lunares. Mas a anti-terra foi colacada para completar o número 10, que é o número da perfeição para os pitagóricos.
Na antiguidade, os planetas conhecidos eram: Júpiter, Saturno, Marte, Mercúrio e Vênus. A terra não era conhecida como um planeta no tempo de Filolau de Crotona. 
Mas Filolau de Crotona foi o primeiro pensador grego que supostamente indicou a existência de 5 planetas.
No modelo de universo de Filolau de Crotona podemos destacar que o centro do universo é o Fogo Central, que é o altar de Zeus.



 A visão de Mundo para Aristóteles

Para Aristóteles o mundo seria composto por 5 essências: mundo supralunar - composto de éter; mundo sublunar, espaço, tempo e infinito.

Aristarco de Samos

Este pensador da antiguidade propôs os princípios do Helicentrismo - o sol no centro do universo. Foi ele quem propôs que o universo está centrado no sol e afirmava que o universo é infinito.
Enquanto que Ptolomeu, no ´seculo II d.C afirmou que a terra é o centro do Universo.


Nicolau Copérnico - 1473 - 1543

Copérnico foi sacerdote, astrônomo e matemático. Ele coloca o sol no centro do universo e não queria que sua ideia se difundisse pelo mundo.
Volta a idéia dos pitagóricos, pois recebeu influência geométrica, pois os mesmos difundiam a ideia do fogo central, na tentativa de uma harmonia no movimento das órbitas.

Visão de Mundo de Thomas Digges - 1543 - 1595

Digges nasceu na Inglaterra e estudou matemática e astronomia. Para ele a teoria heliocêntrica de Copérnico estava absolutamente certa, mas ele preferiu remover a borda externa do modelo e dispensar a existência das estrelas.



Giordano Bruno

Este pensador era monge Domenicano e morreu queimado em Roma no ano de 1600, por negar a Santíssima Trindade, a transubstanciação e foi excomungado da comunhão dos luteranos por suas ideias malucas e adversas.
Giordano Bruno afirmava que o universo era infinito e nos sistemas planetários existia a vida inteligente. Tudo era móvel, inclusive o universo e chegou a a afirmar que os planetas eram animais.


Issac Newton

Nasceu na Inglaterra em 1643. Isaac Newton foi matemático, óptico, físico e astrônomo.
Newton acreditava que o universo era criado por Deus e seu trabalho mais importante foi em mecânica celeste, que culminou com a gravitação universal.
em 1666, Newton descobriu a lei da força centrípeta sobre um corpo em órbita circular.


Essa seria a visão dos antigos sobre o universo ou o mundo em si. Na antiguidade o universo possua vários pontos de vista, nos quais as ideias de alguns pensadores não conciliavam uma com as outras e isso acabava gerando uma incerteza no âmago da indagação cosmológica. O saber que tinham sobre o universo era considerado particular e não universal, como na modernidade.´
Atualmente o universo teve origem na hipótese do big bang ou grande explosão. É  teoria mais aceita até o momento. Essa explosão se deu entre 13,7 bilhões de anos. Com essa explosão formou-se as galáxias, as estrelas e os corpos planetários.
O sol se formou mais tarde, com a idade de 8 bilhões de anos. Contudo o sol está na fase de esfriamento, pois o seu fim será como de uma "anã negra" ou estrela apagada como corpo rochoso e será o fim do sistema solar, assim como a vida no planeta terra.

Por Guilherme Paixão Campelo


Guilherme Paixão Campelo é filósofo e escritor. Escreve artigos para diversos sites e blogs na internet, além de escrever sobre vários assuntos. Possui três livros publicados: Tratado sobre a Existência de Deus - Segundo a evolução do Espírito; Reflexões para uma Nova Filosofia - Do Pensamento a evolução do Espírito e  Complexo de Gramática Latina.




O que é filosofia?


Muitas pessoas se perguntam: "o que é Filosofia?" Mas este tipo de saber nasce por meio de uma necessidade a fim de corrigir o senso comum, que era amplamente difundido na Grécia. Mas definir o que é Filosofia é uma tentativa inútil, pois através da História, desenvolveu-se numa pluralidade de filosofias com diferentes significados e interpretações.

O termo Filosofia provém do grego - philos +  sophos, que é amor a sabedoria. O filósofo é aquele que ama o conhecimento e está na busca incessante pela verdade.
Mas a Filosofia ao longo da História ganhou significados variados. Na concepção de Kant, a Filosofia é o saber que visa estudar a possibilidade do conhecimento. Mas o saber filosófico vai muito além disso, pois é uma ciência que abrange o estudo de todas as coisas, sem qualquer exceção cognoscível.


Mas ainda nos perguntamos, do que a Filosofia se ocupa realmente? Mas podemos perguntar, e a Física, do que ela se ocupa? a Biologia e a Matemática? Estes são conhecimentos ou ramos do saber que faziam parte da Filosofia e se desmembraram no decorrer da História. Tornaram-se ciências independentes.
contudo, a Filosofia não possui limites, mas inquire para além de todos os limites traçados em busca de algo como todo, questionando qualquer tipo de conhecimento. A Filosofia possui uma infinidade de objetos de estudos, mas seu objeto principal é investigar a essência do conhecimento humano, por meio da razão.


O conhecimento filosófico não se restringe a um único objeto, mas todas as coisas do mundo pertencem a indagação filosófica. Ela é, assim podemos dizer, a ciência mais nobre do saber humano. A Filosofia é altamente erudita. É um tipo de saber que se assoma nas mais altas camadas da sociedade pensante e preocupada com o conhecimento e com a cultura.
Com a Filosofia, de modo genérico, é um tipo de saber com o qual se tenta dar respostas às questões mais relevantes da vida. Mas as formulações como: "quem sou?" "Donde venho?" e "para onde vou" são formulações cruciais da indagação filosófica e estas são questões que ela tenta solucionar.
Em suma, definir o conceito de filosofia não é uma tarefa simples, mas a filosofia pode ajudar em todos os ramos do saber, a fim de desenvolver o conhecimento e  buscar a verdade. De modo genérico, a Filosofia é a ciência geral de "todos" os seres que visa buscar a verdade última de todas as coisas.

Por Guilherme Paixão Campelo


Guilherme Paixão Campelo é filósofo e escritor. Escreve artigos para diversos sites e blogs na internet, além de escrever sobre vários assuntos. Possui três livros publicados: Tratado sobre a Existência de Deus - Segundo a evolução do Espírito; Reflexões para uma Nova Filosofia - Do Pensamento a evolução do Espírito e  Complexo de Gramática Latina.

Suicídio, quais os motivos para este ato


Os motivos são os mais variados que se pode imaginar, de acordo com as reflexões psicológicas  e filosóficas. Mas até hoje não se sabe com exatidão, por que uma pessoa chega a se suicidar. Estima-se que a cada 7 segundos, uma pessoa morre vítima de suicídio em todo o mundo, sendo o Japão, o país com maior índice de vítimas.
Aqui no Brasil, é a pequena e germânica cidade de Pomerode, em Santa Catarina, com um índice alarmante de vítimas, pois as pessoas que desejam comprar cordas e veneno de rato, é obrigatório apresentar a carteira de identidade nos estabelecimentos.


As causas mais prováveis do suicídio é decorrente de um depressão muito profunda, que acomete o espírito humano, afetando o campo das emoções e levando-o a perder o encanto pela vida. Outros fatores como alcoolismo, drogas, decepção amorosa e perdas financeiras também podem levar uma pessoa ao suicídio.
A pessoa que chega a este ato, está no auge da loucura, pois um juízo racional não teria coragem de tirar a própria vida.
O suicídio é um ato condenado por todas as crenças e religiões no mundo todo, sendo que antigamente, o sacerdote católico nem mesmo ousava celebrar as exéquias de um suicida e o mesmo era sepultado num lugar reservado nos cemitérios, campo destinado exclusivamente aos suicidas.


O termo suicídio provém do latim - sui + cedere, que significa, dar a morte a si mesmo. O suicídio é uma prática nefanda e que ofende a Deus, pois somente Ele tem o direito de dar e tirar a vida.
De acordo com a crença espírita, os suicidas vão habitar um vale tenebroso e sombrio, cheio de sofrimento e angústia, denominado de vale dos suicidas. Pois o mesmo espírito que tirou a própria vida, tende a retornar encarnado de modo inferior e seus sofrimentos serão mais penosos do que era a sua vida atual.


Mas é Émile Durkheim, que explora a fundo as causas sobre o suicídio, em sua renomada obra: O Suicídio. Para aquelas pessoas que desejam saber mais sobre este assunto que tange a reflexão bioética, é indicado o livro: Suicídio, a Sombria trilha da ilusão, de Agnaldo Cardoso.

Por Guilherme Paixão Campelo


Guilherme Paixão Campelo é filósofo e escritor. Escreve artigos para diversos sites e blogs na internet, além de escrever sobre vários assuntos. Possui três livros publicados: Tratado sobre a Existência de Deus - Segundo a evolução do Espírito; Reflexões para uma Nova Filosofia - Do Pensamento a evolução do Espírito e  Complexo de Gramática Latina.





O que é um juízo?


O juízo é um conceito da lógica, sobretudo a lógica formal ou aristotélica. Este conceito filosófico consiste no ato central do conhecimento humano. O juízo se distingue do conceito e do raciocínio, pois o juízo é o conhecimento pleno, porque relaciona os conteúdos com o ser e é uma expressão da existência dos conteúdos.
Etimologicamente, o termo juízo provém do latim - iudicium, do verbo iudicare, que significa julgar. O juízo é um processo de julgamento mental, que julga as sentenças mentais dentro do intelecto humano. Assim, quando há um julgamento mental, podemos aduzir que há uma sentença.
Em outras palavras, o juízo pode ser definido como o ato mental pelo qual afirmamos ou negamos o ser das coisas.


É negar ou afirmar o real, o ideal e o imaginário.
Todo juízo tem uma função existencial enquanto relaciona a essência com o ser, ou seja, que a partir do momento que julgamos os objetos, expressamos que eles se reduzem ao ser. No conceito geral das coisas, captamos simplesmente uma essência; no juízo referimos ao ser, porque o juízo é a redução do ente ao ser.

Por Guilherme Paixão Campelo

O que é uma ideia?


Se você acha que uma ideia é um conceito simples sobre alguma coisa, está completamente enganado. A ideia sobre algum objeto existente passou pela história do pensamento até chegar ao conceito que conhecemos hoje em dia.
Mas é a Filosofia, precisamente o ramo da Lógica, que possui a árdua tarefa de explicar e provar o que é uma ideia.


Em Filosofia, a ideia consiste numa representação mental e abstrata de um objeto, ou seja, é aquilo que estou pensando. Por exemplo: uma cadeira; quando penso em uma cadeira, é a representação mental que tenho sobre a cadeira e este objeto passa a ser uma ideia.
A ideia pode ser entendida também como a percepção intelectual de uma essência. A cadeira, independente de seus acidentes e qualidades, é essencialmente um objeto feito para se sentar. Mas a mesma cadeira que está na minha mente como objeto abstrato pode possuir infinitos atributos, como: ser forrada de veludo, possuir cinco pés, ser um trono monárquico, ser banhada à ouro ou mesmo de madeira e etc.
em outras palavras, a ideia é o resultado de uma simples apreensão e consiste no fim do ato mental que possui como fundamento uma essência. se denomina ideia porque ela faz semelhanças idênticas do objeto representado e expressado na nossa mente.


A ideia também pode ser entendida como conceito, pois a mente concebe em si o objeto ou palavra mental, pois a ideia é uma palavra que está na mente, sendo que a mente expressa o objeto em si.
Dessa forma, a ideia ou conceito pode ser expressado como atos apreensivos:

1. Atenção: é o ato pelo qual a mente se concentra no objeto. Sendo assim, a mente se dirige a um único objeto, esquivando os demais objetos mentais.

2. Abstração: consiste no ato pelo qual a mente separa uma parte de um todo.

3. Reflexão: é o ato pela qual a mente se volta sobre si mesma, o que pode ser: a) Psicólogica; e b) ontológica.



Qual é a diferença entre ideia e imagem?

É de suma importância saber distinguir a ideia de uma imagem.A imagem é produzida pela imaginação ou fantasia, que é uma faculdade orgânica e material. Mas, a imagem não possui uma essência ontológica em si, como a ideia, ela não pode ser expressada na realidade como objeto mental universal.
Já a ideia é produzida pela inteligência, que é uma faculdade imaterial. Se acredita que os animais possuem imagens, mas não ideias.


A imagem é uma faculdade mental que se denomina particular e concreta e a ideia é universal e abstrata.
Quando temos a sensação de alguma coisa, a mente começa a processar imagens, enquanto que a ideia é independente de qualquer sensação.
Enfim, a imagem nos leva a conhecer os acidentes das coisas, enquanto que a ideia nos leva a essência mesma de uma coisa. É universal.

Por Guilherme Paixão Campelo

Existe o purgatório?


Quem nunca foi à missa e ouviu a igreja pedindo a Deus pelas almas do purgatório. Esta é uma questão que deixa muitos cristãos em dúvida: se existe ou nao o purgatório.
O termo purgatório é originário do latim - purgare, que significa, limpar. As almas que vão para o purgatório após a vida terrena são submetidas a um sofrimento de menor grau a fim de se purificarem. As almas enviadas para o purgatório são de pessoas que morreram na graça de Deus, ou seja, que cometeram pecados veniais.


Até hoje a teologia cristã não sabe ao certo qual a posição do purgatório, se está nas profundezas, como o inferno ou acima do mundo dos vivos. Esta é uma dúvida que permeia as indagações filosoficas e, sobretudo, teológica.
Nos primórdios da Idade Média, o purgatório era conhecido como o" pequeno inferninho", sendo que o purgatório era apenas uma prévia do sofrimento que a alma destinada ao inferno iria sofrer.
A crença do purgatório é tanto antiga quanto a humanidade, pois antes mesmo da fundação da Igreja de Roma, as pessoas acreditavam na existência do purgatório. Mas, na antiguidade, este termo não era empregado como conhecemos hoje. Mas as pessoas entendiam que o purgatório era um lugar reservado para aquelas almas que cometeram pequenos delitos em vida, ao invés de serem enviadas para o Hades, que era o inferno.


O Hades, na concepção grega, estava localizado no lado escuro da terra, ou seja, os antigos não possuíam vasto conhecimento geográfico sobre a terra. Onde hoje está a América ou também o Novo Mundo, era para os gregos a localização do Hades.
Algumas teorias afirmam que no purgatório o sofrimento da alma é milhões de vezes mais brando do que no inferno, sendo que o fogo do purgatório possui sete graus acima do fogo normal.


Estudos mais recentes chegaram a conclusão de que o purgatório é dividido em três partes. A primeira parte é onde a alma está destinada ao sofrimento maior, ao qual há um espaço todo na penumbra e a alma vivencia os tormentos da angústia e sofrimento supremo. Esta primeira fase no purgatório é muito semelhante ao vale dos suicidas.


A segunda fase no purgatório é mais brando o sofrimento e há mais luz do que a na primeira fase. É onde a alma entra em contato com a Virgem Maria e os Santos.
Na terceira e última fase, a alma já está liberta de quase todos os seus sofrimentos e então há  encontro com Jesus Cristo. É a etapa final do sofrimento no purgatório e a alma está preparada para ir para o céu, segundo a crença cristã.

Por Guilherme Paixão Campelo


O sábio e a vaquinha oportunista


Há muito tempo atrás, na Grécia, havia um jovem que desejava muito se tornar sábio. Então ele saiu em busca de alguém que lhe pudesse ensinar a sabedoria. Não tardou muito, o jovem encontrou um velho que era um renomado sábio, conhecedor das ciências e da Filosofia grega.
O velho sábio disse ao jovem:
__ Posso sim lhe transmitir a sabedoria e com prazer, mas nós devemos andar pelo mundo em busca do conhecimento.
O jovem aprendiz concordou em acompanhar o velho.


Saíram pelo mundo em busca da tão desejada sabedoria e os dias foram passando. Eles estavam cada vez mais longe de casa. Até que os dois pararam num povoado e no alto de uma colina avistaram um casebre, caindo aos pedaços.
O velho disse ao jovem:
__ Já faz muitos dias que estamos na estrada, vamos até aquela casinha do alto pedir abrigo para passarmos a noite e amanha bem cedinho continuaremos a viagem.
O jovem concordou e foram até o casebre.
Após baterem na velha porta da tapera, um casal muito amável se apresentou cordialmente e o velho lhes pediu pouso.
O casal então disse:
__ Vocês podem passar uma noite aqui em nossa casa, pois nos fundos temos um quarto de sobra e há duas camas, onde vocês podem se ajeitar e dormir tranquilamente; mais a noite, vocês têm direito a uma caneca de leite quente.


O velho protestou inconformado?
__ Apenas uma caneca de leite quente?
__ Sim, apenas uma caneca de leite quente, pois nós temos uma vaquinha que nos fornece leite todos os dias e assim vivemos a nossa vida. Esta vaquinha é a nossa salvação, pois dela é que tiramos o nosso sustento. Se esta vaquinha um dia faltar, nós morreremos de fome.
O velho sábio olhou para a situação humilde da casa, pois o casal era muito pobrezinho e viviam passando necessidade.
Não tardou muito, o jovem aprendiz e o velho sábio foram de recolher após ter tomado a caneca de leite quente, pois no outro dia teriam que sair bem cedo para dar continuidade a viagem.
Na manhã seguinte, bem cedinho, os dois já estavam de pé e se preparavam para partir, quando de repente o velho olhou para a vaquinha do casal que estava no estábulo e ordenou ao jovem aprendiz:
__Pega a vaquinha e joga no precipício.
O jovem se recusou de imediato.
__ Estou ordenando, faça o que eu mando meu jovem, pega essa vaquinha e joga no precipício.
Sem saída, o jovem tristemente empurrou a vaquinha no precipício e partiram.
Muitos nos de passaram e o jovem um dia retornou ao povoado para certificar o que tinha acontecido com o casal que sobrevivia as custas da vaquinha. Pensava ele: "devem ter morrido de fome, coitados".
Chegando ao pequeno povoado, o jovem não avistou a tapera no alto da colina, de imediato pensou o pior. Então ele resolveu bater na porta de uma bela casa, com um amplo jardim, essa era a casa mais bela do povoado, a fim de certificar o que houve com aquele casal pobrezinho.


Uma mulher o atendeu, e ele perguntou o que houve com o casal que moravam no alto da colina. A boa senhora respondeu com mansidão:
__ Ah,aquele casal somos nós. Depois que você e aquele velho sábio partiram, encontramos nossa vaquinha morta no fundo de um precipício, nós quase morremos de fome, pois faltava nos o leite de todos os dias, que era a nossa única forma de sobrevivência. Mas a partir daí, descruzamos os braços e partimos para a luta, meu esposo e eu começamos a trabalhar duro e nossa vida mudou radicalmente, até que nos enriquecemos e hoje somos o casal mais rico desse povoado.

A moral dessa estória é que o pobre casal viviam acomodados, pois havia uma vaquinha que lhes fornecia o leite todos os dias e com isso eles não precisavam se preocupar com nada. Por causa disso, a preguiça e o comodismo criaram raízes na vida do casal, impossibilitando os de lutar para almejar a prosperidade. A vaquinha era a causa da miséria do casal.
Pois em nossa vida não temos uma só vaquinha, mas sim várias, que nos faz cair no comodismo e nos impossibilita de conquistar nossos objetivos nessa vida. Para que consigamos vencer na vida, temos que diariamente jogar as nossas vaquinhas do comodismo no precipício.

Por Guilherme Paixão Campelo

Sobre o ensino - De magistro


A visão de Tomás de Aquino, filósofo e teólogo a respeito do ensino
Este artigo expõe a visão de Tomás de Aquino em relação à Educação, se o homem pode ensinar ou Deus que lhe envia o saber. Tomás é canonizado pela Igreja Católica e é conhecido no Universo da Filosofia como Doctor Angelicus, ou seja, Doutor dos Anjos, pois foi o filósofo que mais escreveu a respeito dos Anjos. As obras mais famosas de Tomás de Aquino constituem o seu maior legado cultural em prol do conhecimento: Suma Teológica e Suma Contra os Gentios, ambas escritas em latim. 
Se o homem – ou somente Deus – pode ensinar e ser chamado mestre.
No artigo I, diz Tomás de Aquino, que o homem ensina por meio de sinais. Quando um homem apresenta sinais a outro, ou este já conhece as realidades sinalizadas ou não. Se já conhece houve ensino, mas se o sujeito ignora o que seja uma pedra, não saberá o que significa pedra.
Ensinar é de algum modo causar conhecimento intelectual em outro. Mas esse conhecimento reside no intelecto, enquanto que os sinais não estão na esfera do intelecto, limitando-se a potência sensitiva.
O conhecimento é um acidente, e o sujeito não muda o sujeito. O ensino seria uma transfusão de conhecimento do mestre ao discípulo. Logo um homem não poderia ensinar a outro homem. O conhecimento é causado interiormente na mente e não externamente no sentido: daí que o homem é ensinado só por Deus e não por outro homem.
Como diz Agostinho em seu De Magistro: “Só Deus tem a cátedra nos céus e Ele ensina a verdade sobre a terra; o homem está para a cátedra como o agricultor para a árvore.

Mas se o homem é um verdadeiro professor é necessário que ensine a verdade. Mas quem quer que ensine a verdade ilumina a mente, pois a verdade é a luz da mente. O homem não pode iluminar a mente, pois somente Deus é que “ilumina todo homem que vem a este mundo.”
Se um homem ensina a outro homem, é necessário que torne conhecedor em ato aquele que é conhecedor em potência. Daí que seu conhecimento seja conduzido de potência a ato.
O conhecimento parece ser pura e simplesmente a representação das coisas na alma, pois o conhecimento é a assimilação da coisa conhecida pelo cognoscente. O saber requer a certeza do conhecimento, sem a qual não teríamos saber, mas opinião ou credulidade.
Como diz Agostinho (De gen. ad litt. III, 20). Ora, o saber é uma forma da mente e, portanto, só Deus causa o saber na alma.
A filosofia de Tomás de Aquino contempla pontos importantes que merecem destaque no que se refere a sua posição a respeito da existência de Deus e dos Anjos. O filosofo não encontrou melhor época para expor seu pensamento no século XIII, época em que a Idade Média estava no seu auge, é conhecida e celebrada por todos os estudiosos como o século de ouro.

Tomás, da linhagem dos condes de Aquino, nasceu em Rocasseca em 1225, e recebeu uma esmerada educação no mosteiro dos beneditinos de Montecassino. Em 1239 ingressa na Universidade de Nápoles e pouco depois na ordem dos dominicanos. A esta decisão fez despertar a ira entre seus irmãos que o queriam ver na ordem dos beneditinos, ao qual prezavam esmerada consideração, chegando ao ponto de trancafiá-lo no calabouço do castelo de sua família. Em 1245 é libertado e finalmente consegue ingressar na ordem dos dominicanos em Paris, sob os cuidados de Alberto magno, que foi sua maior influência, especialmente no tocante a preparação filosófica, foi ele quem o introduziu na filosofia de Aristóteles.
Tomás de Aquino é conhecido também como o boi mudo da Sicília, sempre quieto e voltado para os estudos, que os seus companheiros não perdiam tempo em desagradá-lo, como o episódio em que foi incomodado em sua cela, um dos seus colegas o chamou as pressas, dizendo que havia um boi voando por cima do mosteiro. Tomás se ergue de onde estava, e vai conferir o acontecimento. Todos os seus colegas caem na gargalhada, incrédulos de como um sábio pudesse acreditar em tamanha invenção ao qual Tomás pacientemente responde: “prefiro acreditar que um boi pudesse voar a supor que um dos meus companheiros pudesse mentir.”

Tomás era um monge totalmente fora de forma, a ponto que tiveram que cortar a mesa onde estudava em forma circular, a modo que ele pudesse encaixar perfeitamente sua barriga. Alberto Magno o considerava como um grande filósofo, chegando até mesmo a declarar: “quando este boi mugir, o mundo todo ouvirá o seu mugido”.
Após levar uma pancada forte na cabeça, Tomás ficou impossibilitado de fazer suas tarefas habituais, foi passar seus últimos anos no convento de Nápoles, compondo a Suma Teológica. A convite de Gregório X, pôs se a caminho de Lião para tomar parte do concílio que ali se realizava. Chegando a Fossanova, adoeceu gravemente na casa de sua sobrinha Francisca de Aquino. Pediu para ser levado para o claustro cisterciense. Dias depois foi encontrado morto no lavatório do monastério, numa manhã de quarta-feira, 7 de março de 1274, supostamente após ter tido uma visão de Deus. As suas últimas palavras foram: “depois do que vi tudo o que escrevi não passa de palha seca”.

Por Guilherme Paixão Campelo
Tags: filosofia, essência, substância, ente

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Antigamente
Porque existe a mentira?

Por que existe a mentira?


Quem nunca contou uma mentirinha que fosse, que atire a primeira pedra. Todo mundo já contou uma mentir alguma vez na vida, para sair de alguma enrascada, mas há pessoas que mentem por compulsão, ou seja, vivem o tempo todo mentindo e inventando histórias.


Estudos sobre este comportamento revelam que a mentira faz parte do cotidiano das pessoas, senão o mundo tornaria uma confusão sem fim e a vida das pessoas ia se tornar um verdadeiro caus.
A mentira funciona como uma almofada que reduz o impacto da verdade. Sendo assim, se na realidade fôssemos falar somente a verdade do que realmente pensamos sobre as pessoas, ia ser briga na certa.


Contudo, poderíamos dizer com total certeza para uma pessoa: "Nossa! seu traje está ridículo". Mas se uma pessoa nos pergunta se ela está bem vestida, mesmo que não esteja, por natureza, costumamos omitir a verdade, para não magoar a pessoa, que de fato, está mal arrumada.


A mentira não pode viver sem a verdade, se fosse assim, então não haveria verdade. O que torna a verdade uma verdade, é pelo simples fato da mentira existir. Ou seja, a mentira faz parte da convivência humana e muitas vezes mentimos, não por hábito, mas sim para escapar de confrontos maiores.

 Por Guilherme Paixão Campelo
tags: mentira, verdade, realidade, convivência humana

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