E não sobrou nenhum - Agatha Christie: dicas de leitura


Passar horas lendo romances e contos é o hobbie predileto de muita gente, mas há aquelas pessoas que gostam de ler dramas e mistérios, e tentam decifrar a todo custo quem é o verdadeiro culpado na história.
E não sobrou nenhum, de Agatha Christie, é uma dessas histórias que prende o leitor do início ao fim do drama. A personagem inocente e talvez maquiavélica do mordomo, como sendo o assassino é descartada logo no meio da história.
Agatha Christie explora a ilha do Soldado, como o lugar ideal para acontecer os fatos de extermínio em massa. Um grupo de pessoas são convocados a passar uns dias na isolada ilha do Soldado, além do mordomo Rogers e sua esposa.

Na primeira noite, após o jantar, um dos hóspedes é assassinado cruelmente com cianureto de potássio e na mesma noite, a esposa do mordomo também é assassinada.
Os hóspedes ficam alarmados e com medo e acabam desconfiando uns dos outros, pois acreditam que o assassino está entre eles. A medida que as pessoas vão sendo assassinadas, uma porcelana do jogo de chá também some misteriosamente.
As mortes na ilha do soldado segue o roteiro de um poeminha infantil, que se encontra em todos os quartos dos hóspedes:

Dez soldadinhos saem pra jantar,  a fome os move;
Um deles se engasgou, e então sobraram nove.

Nove soldadinhos acordados até tarde, mas nenhum está afoito;
Um deles dormiu demais, e então sobraram oito.

Oito soldadinhos vão a Devon passear e comprar chiclete;
Um não quis mais voltar, e então sobraram sete.

Sete soldadinhos vão rachar lenha, mais eis
Que um deles cortou-se ao meio, e então sobraram seis.

Seis soldadinhos com a colmeia, brincando com afinco;
A abelha picou um, e então sobraram cinco.

Cinco soldadinhos vão ao tribunal, ver julgar o fato;
Um ficou em apuros, e então sobraram quatro.

Quatro soldadinhos vão ao mar, mas um não teve vez,
Foi engolido pelo arenque defumado, então sobraram seis.

Três soldadinhos passeando no zoo, vendo leões e bois,
O urso abraçou um, e então sobraram dois.

Dois soldadinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles e queimou, e então sobrou um só.

Um soldadinho fica sozinho, só resta um;
Ele se enforcou, 

E não sobrou nenhum.




Este poeminha dos soldadinhos é um roteiro de como sucedem as mortes na ilha do Soldado, o que Agatha Christie usou da imaginação para ilustrar os fatos baseados num poema tosco e sem maldade nenhuma.
Resta apenas um soldadinho na ilha e cujo final tem haver com o pema; se enforca e então não sobrou nenhum. Agora resta descobrir quem é o assassino. Será que ele se enforcou, após matar todas as vítimas? O final dessa história vai além do que imaginamos ser... Boa leitura!

Por Guilherme Paixão Campelo



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