Como era a excomunhão na Idade Média?


A excomunhão hoje em dia é uma imposição rara sobre algum fiel da Igreja Católica. Na concepção moderna do catolicismo, a excomunhao se constitui na mais alta punição a um fiel que está em desacordo ou comete algum sacrilégio contra a fé católica.
O termo excomunhão é derivado do latim - excomunio,  ex; fora, comunio:  comunhão, ou seja,  aquela pessoa que está fora da comunhão dos fiéis.


Na Idade Média, a excomunhão era uma punição sem muitas consequências graves, levando em conta a temida Inquisição, que mandava as pessoas para a fogueira, principalmente aqueles fiéis desgarrados que eram heréticos ou tentavam combater as ideias eclesiais.
Contudo, a excomunhão na Idade Media se realizava sob um rito, chamado o Rito da Excomunhão. Geralmente, o fiel que estava para ser expulso definitivamente da igreja, era convocado para participar da primeira parte da missa, onde seria realizado o rito.
Então o bispo e todos os sacerdotes da Diocese entravam solenemente com velas acesas nas mãos e, o epíscopo em posição de autoridade máxima da Igreja, iniciava o rito da excomunhão em latim. Com a mitra sobre a cabeça e com o báculo nas mãos, todos os sacerdotes de uniam próximo a ele para participarem do rito.


O bispo chamava o fiel que iria ser excomungado até o presbitério e invocava:
"Que a sua alma esteja a parti de hoje entregue ao Demônio, pois não fazes mais parte da comunhão dos fieis em Cristo.
Que seja amaldiçoada a tua vida enquanto viveres, que seja amaldiçoada a tua família e seus descendentes, as suas terras e criações, que a fome e a miséria se aposse de ti, destruindo a tua vida e dos seus entes queridos, pois não fazes mais parte da Igreja de Jesus Cristo, que é a Salvação da tua alma".

Após invocar as maldições sobre o fiel excomungado, o bispo em posição solene pegava a vela e juntamente com todos os sacerdotes a apagavam no chão da igreja, simbolizando que aquela alma que acabara de ser excomungada estava desprovida da luz de Deus e da Igreja, entregue para sempre a escuridão e sofrimento no inferno.

Por Guilherme Paixão Campelo
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