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Suicídio, quais os motivos para este ato


Os motivos são os mais variados que se pode imaginar, de acordo com as reflexões psicológicas  e filosóficas. Mas até hoje não se sabe com exatidão, por que uma pessoa chega a se suicidar. Estima-se que a cada 7 segundos, uma pessoa morre vítima de suicídio em todo o mundo, sendo o Japão, o país com maior índice de vítimas.
Aqui no Brasil, é a pequena e germânica cidade de Pomerode, em Santa Catarina, com um índice alarmante de vítimas, pois as pessoas que desejam comprar cordas e veneno de rato, é obrigatório apresentar a carteira de identidade nos estabelecimentos.


As causas mais prováveis do suicídio é decorrente de um depressão muito profunda, que acomete o espírito humano, afetando o campo das emoções e levando-o a perder o encanto pela vida. Outros fatores como alcoolismo, drogas, decepção amorosa e perdas financeiras também podem levar uma pessoa ao suicídio.
A pessoa que chega a este ato, está no auge da loucura, pois um juízo racional não teria coragem de tirar a própria vida.
O suicídio é um ato condenado por todas as crenças e religiões no mundo todo, sendo que antigamente, o sacerdote católico nem mesmo ousava celebrar as exéquias de um suicida e o mesmo era sepultado num lugar reservado nos cemitérios, campo destinado exclusivamente aos suicidas.


O termo suicídio provém do latim - sui + cedere, que significa, dar a morte a si mesmo. O suicídio é uma prática nefanda e que ofende a Deus, pois somente Ele tem o direito de dar e tirar a vida.
De acordo com a crença espírita, os suicidas vão habitar um vale tenebroso e sombrio, cheio de sofrimento e angústia, denominado de vale dos suicidas. Pois o mesmo espírito que tirou a própria vida, tende a retornar encarnado de modo inferior e seus sofrimentos serão mais penosos do que era a sua vida atual.


Mas é Émile Durkheim, que explora a fundo as causas sobre o suicídio, em sua renomada obra: O Suicídio. Para aquelas pessoas que desejam saber mais sobre este assunto que tange a reflexão bioética, é indicado o livro: Suicídio, a Sombria trilha da ilusão, de Agnaldo Cardoso.

Por Guilherme Paixão Campelo


Guilherme Paixão Campelo é filósofo e escritor. Escreve artigos para diversos sites e blogs na internet, além de escrever sobre vários assuntos. Possui três livros publicados: Tratado sobre a Existência de Deus - Segundo a evolução do Espírito; Reflexões para uma Nova Filosofia - Do Pensamento a evolução do Espírito e  Complexo de Gramática Latina.





Existe o purgatório?


Quem nunca foi à missa e ouviu a igreja pedindo a Deus pelas almas do purgatório. Esta é uma questão que deixa muitos cristãos em dúvida: se existe ou nao o purgatório.
O termo purgatório é originário do latim - purgare, que significa, limpar. As almas que vão para o purgatório após a vida terrena são submetidas a um sofrimento de menor grau a fim de se purificarem. As almas enviadas para o purgatório são de pessoas que morreram na graça de Deus, ou seja, que cometeram pecados veniais.


Até hoje a teologia cristã não sabe ao certo qual a posição do purgatório, se está nas profundezas, como o inferno ou acima do mundo dos vivos. Esta é uma dúvida que permeia as indagações filosoficas e, sobretudo, teológica.
Nos primórdios da Idade Média, o purgatório era conhecido como o" pequeno inferninho", sendo que o purgatório era apenas uma prévia do sofrimento que a alma destinada ao inferno iria sofrer.
A crença do purgatório é tanto antiga quanto a humanidade, pois antes mesmo da fundação da Igreja de Roma, as pessoas acreditavam na existência do purgatório. Mas, na antiguidade, este termo não era empregado como conhecemos hoje. Mas as pessoas entendiam que o purgatório era um lugar reservado para aquelas almas que cometeram pequenos delitos em vida, ao invés de serem enviadas para o Hades, que era o inferno.


O Hades, na concepção grega, estava localizado no lado escuro da terra, ou seja, os antigos não possuíam vasto conhecimento geográfico sobre a terra. Onde hoje está a América ou também o Novo Mundo, era para os gregos a localização do Hades.
Algumas teorias afirmam que no purgatório o sofrimento da alma é milhões de vezes mais brando do que no inferno, sendo que o fogo do purgatório possui sete graus acima do fogo normal.


Estudos mais recentes chegaram a conclusão de que o purgatório é dividido em três partes. A primeira parte é onde a alma está destinada ao sofrimento maior, ao qual há um espaço todo na penumbra e a alma vivencia os tormentos da angústia e sofrimento supremo. Esta primeira fase no purgatório é muito semelhante ao vale dos suicidas.


A segunda fase no purgatório é mais brando o sofrimento e há mais luz do que a na primeira fase. É onde a alma entra em contato com a Virgem Maria e os Santos.
Na terceira e última fase, a alma já está liberta de quase todos os seus sofrimentos e então há  encontro com Jesus Cristo. É a etapa final do sofrimento no purgatório e a alma está preparada para ir para o céu, segundo a crença cristã.

Por Guilherme Paixão Campelo


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